terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

POEMA ATEMPORAL

  

As coisas não residem no tempo

Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias

Que antanho, vão se aparecendo

Descaradamente em nossos olhos saudosos

Se o tempo, quando cronológico, engana

Para uns em demora, para outros em segundos

Ele soberano, esquevo, passa e passa e passa

As coisas não se amoldam no tempo

 Se desvelam a ele, entretempos, em pequenos contratempos

Que diuturno, vão se acumulando

Clarividentemente em nossos olhos cansados

Se o tempo, quando memória, perturba

Para uns em tristeza, para outros em alísios

Ele relativo, anacrônico, atrasa e atrasa e atrasa

Todas as coisas são o próprio tempo

Somos o instante, época, era e o momento

Somos as grandezas dos eventos nossos inacabados

Medidas complexas, entremeios de antes e depois

Que intuitivo, constrói histórias atemporais, guardadas

Melancolicamente em nossos corações envelhecidos

Ele finito, temporizado por deus, finda e finda e finda.

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...