quinta-feira, 30 de junho de 2011

SECARRÃO


Vestiu o melhor paletó que tinha.

Limpou os pés antes de calçar as botinas.

Caminhou sem sujar a barra das calças.

Arrancou florezinhas selvagens num buquezinho sem graça.

Desapertou o passo para não suar e cheirar.

Na praça, meio sem jeito, esticou o macinho murcho para as mãos da moça que sorriu largamente...

Nenhum comentário:

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...