quinta-feira, 9 de julho de 2020

ALUMIAR


Coitado do negrinho
distraído, baio sumiu;
toquinho de vela aceso
 e o corpo no chão.

Coitado do negrinho
não dança Nhô-chico,
não escolhe mais as
moças, pela feição.

Coitado do negrinho
vive agora atribulado
só acha coisa perdida
em troca de alumiado.


Coitado do negrinho
ensanguentado no vão
nem Nossa Senhora
veio lhe dar a mão!


Nenhum comentário:

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...