As coisas não residem no tempo
Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias
Que antanho, vão se aparecendo
Descaradamente em nossos olhos saudosos
Se o tempo, quando cronológico, engana
Para uns em demora, para outros em segundos
Ele soberano, esquevo, passa e passa e passa
As coisas não se amoldam no tempo
Se desvelam a ele, entretempos, em pequenos
contratempos
Que diuturno, vão se acumulando
Clarividentemente em nossos olhos cansados
Se o tempo, quando memória, perturba
Para uns em tristeza, para outros em alísios
Ele relativo, anacrônico, atrasa e atrasa e atrasa
Todas as coisas são o próprio tempo
Somos o instante, época, era e o momento
Somos as grandezas dos eventos nossos inacabados
Medidas complexas, entremeios de antes e depois
Que intuitivo, constrói histórias atemporais, guardadas
Melancolicamente em nossos corações envelhecidos
2 comentários:
"Somos o instante, época, era e o momento
Somos as grandezas dos eventos nossos inacabados"
Marili, adorei o poema! Profundo, que faz pensar, refletir, matutar.
O tempo é um elemento que me chama a atenção há décadas, desde sempre me pego cismando sobre o tempo. E você trouxe questões interessantes, costuradas com o tempo. Adorei.
Certa vez, fiz um poema com essa temática, porque já me pegava cismado na questão. Se chama "Deus tempo". Segue o link. Abraços na família linda!
https://blog-do-william-mendes.blogspot.com/2009/06/deus-tempo.html
Vou ler. Certeza, obrigada. Abraços na turma !
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