sábado, 25 de janeiro de 2020

PROFESSUSOFREDUROS


Aquele que se dedica
Que afirma em público
Que declara perante todos
O quanto é burro
A gente finge que ensina
A gente finge que aprende
Nessa toada despenca tudo


ANTELÓQUIO ALEGRE


Das promessas havemos de
Cumpri-las tarde ou nunca e
Assim dessa forma, cumpro
Pensando que...
Escrever sobre alegria não
É fácil, porque sempre vejo
Beleza na tristeza
Mas tento e cumpro
Sob a pena do jugo
VAI TORTO...

Poemeto alegre


Nessa manhã passageira
Como todas as manhãs
que se vão em paz
O pássaro me olha
com fome

Descasco nossa nanica
e
Como metade
e
Deito a outra

No pé de terra da nossa jabuticabeira
Alegria é ter
Alguém que te olha
Como todos os dias
Numa manhã passageira



PAREI DE FUMAR


PAREI DE...
Sim! Parei de fumar. Faz uns meses, mas em definitivo, sei que já consegui. Não foi fácil, mas também não impossível. Como todo vício, quis arrebentar umas pessoas, xingar outras, comer como uma “peppa” e mascar como vaca, e também arranjar outro vício no lugar.
Dito isso, penso que o tema não é panfletário do tipo: Pare de fumar, de beber; longe disso, aliás, não gosto muito desse discurso “do você é capaz” já que eu fui; quem sou eu para virar palestrante motivacional, longe disso novamente, cada pessoa sabe da sua própria dor, o que motiva à escrita é o parar de...
Ninguém para de. Nós trocamos ou deixamos de. Você deixa de correr, de mentir, de roer as unhas, de ler, de estudar, de falar mal dos outros, de ser mau caráter, deixa de tudo isso ou não deixa. Você não para de. Parar de é muito eterno, coisa da morte mesmo, você para de vez.
Deixei de fumar, isso! Deixei porque já estava na hora mesmo, mas confesso que há dias que tenho vontade de colocar um cigarro de cada lado da boca. Deixei como deixei de jogar e treinar, de fazer teatro, de gostar e admirar, de ter vontade de andar de montanha russa, de mergulhar em alto mar, como tantas outras coisas que deixei de fazer, porque a vida nos leva para novos rumos e novas traçadas.
Sempre vou gostar do cigarro, das boas baforadas, do cheiro que para muitos ruins, da companhia dele em mim, mas assim como se deixa de amar, de sonhar, de sentir, de ver, beber, comer, sorrir, deixo de...
Que venha o ignoto.


POEMA DO SORRISO

Um pássaro coloca
Palha no ninho e
Aconchega-se
Para a chegada

sábado, 31 de agosto de 2019

ERÁMOS


Quando olho para o rosto

Desses e dessas vejo um

Tanto de esperança e

Também demasiada

Confusão e incerteza

Esperança não é sinônimo

De felicidade, mas de

Empréstimo do ser feliz

E olho para todos eles e

Elas e aqueles olhos que

Não me veem de fato

Estão na espreita da tal

Alegria constante porque

Não se sabe ainda se o

Que está por vir virá em

Forma certa de plenitude

Há só neles e nelas aquele

Ar de esperar, ainda leve,

Ar da jovem cara que não

Carrega peso total, ainda,

E vejo em seus e suas almas

Aquilo que já em mim se perdeu.






Poema da Carol


Um cheiro de mar batia

No rosto da menina

De um lado, só vastidão

Do outro, um recife de corais

Impunham à cena o tom

Bucólico do dia belo

Ensimesmada, Carol

Olhava para si mesma

Havia crescido e aquela

Praia parecia menor que dantes

Era uma mulher, e agora

Sabia mais que tudo

Quem era aquela pessoa

E os tantos sonhos de uma

Velha criança que habitavam

O coração dela de poesia

Ainda se mantinham ali

E o que queria essa pessoa?

O arrecife vermelho recebe

O forte mar salgado

Em sua mão a concha colorida

E perolada gira, segura

A menina de ontem ainda cabe

Na mulher de hoje, ambas residem

No extenso coral vermelho.






quinta-feira, 29 de agosto de 2019

POR INSPIRAÇÃO


Nesses tempos insólitos

Precisamos de abrigo

Necessitamos de amigos

Que nos guiem em paz

Vamos dar as mãos

Não se perca de mim

Não se perca de nós

Sigamos na contramão

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

HAICAI DA SAUDADE


No vão da alma

Residem os velhos

Fragmentos da infância

Feliz dia aos pais que:


São pais de verdade

Que não batem nas mães

Que são mães de verdade

Que não agridem seus filhos

Filhos de verdade ou não:

Filhos do coração.



Feliz dia aos pais que:



São pais de verdade

Que dão apoio e educam

Que não julgam seus filhos:

Pelo que são.



Feliz dia aos pais que:

Não abusaram de seus filhos

Que lhe deram auxílio

E bocado de carinho.



Mas feliz dia mesmo...

Para os pais de verdade

Para as mães que são: pais

Na realidade.


CRÔNICA DA TEORIA


Tenho uma teoria. E as teorias não servem para absolutamente nada, enquanto teorias, portanto, caro leitor leia essa crônica como desejar.

Tenho uma teoria sobre as relações pessoais via redes sociais. E quando mencionado tal conhecimento especulativo para uma pessoa, em conversa informal, fui duramente refutada; mas, exponho aqui, porque é preciso dizer ás coisas que temos vontade.

Minha teoria bastarda diz que se é possível conhecer as pessoas por àquilo que postam em suas redes sociais virtuais. Quando analiso as postagens sei exatamente se aquela pessoa está triste, se está carecendo de atenção, se está apenas querendo aparecer, se quer se firmar no tempo, se sumiu, porque não posta nada, se deseja adular, conquistar terreno, ser agressiva, engraçada apenas, melancólica...

Segundo minhas regras, parcamente sistematizadas, segundo a minha ótica, consigo decifrar como as pessoas são e mais, como estão no momento.

Teorias são apenas isso, e essa é só mais uma. Enquanto não vira nada, vou usando minha percepção dos fatos verificáveis, ora para entender mais meus conhecidos e amigos, ora para nada mesmo, apenas para pensar.

DESFOLHADO



Em tempos

Sombrios

O céu turva

Para avisar

Que a névoa

Cega

Os pobres

Mortais

O FLAGRANTE

  Enquanto duas senhoras conversavam sobre a maternidade, uma dizia que seu leite havia empedrado, e a outra ensinava como fazer uma ordenha...