ASSIM QUE VI
NO JARDIM A FLOR
MEU OLHO VIBROU
BRIGANDO PARA NASCER
O BOTÃO ESPREMIDO
LATEJAVA
O AMOR É ASSIM TAL COMO A FLOR
ASSIM QUE VI
NO JARDIM A FLOR
MEU OLHO VIBROU
BRIGANDO PARA NASCER
O BOTÃO ESPREMIDO
LATEJAVA
O AMOR É ASSIM TAL COMO A FLOR
O que não sei sobre mim,
escondo
O que não vejo em mim,
palpito
O que não trago em mim,
refuto
O que não penso sobre mim,
pergunto
O que não consigo ver em mim,
estudo
O que não deixo chegar em mim.
escudo
escondo, palpito, refuto, pergunto, estudo, escudo...
O que há em mim
não cabe em palavra, apenas em desentendimentos.
O que há em mim
se esconde, palpita, refuta, pergunta, estuda, escuda
e fim.
VELHO AMIGO, SAUDAÇÕES
MEU CARO QUANTO TENHO A LHE DIZER
O PROBLEMA É QUE SEI, QUE A TAL
DA AMIZADE
NÃO BASTA PARA O LHE
BOM AMIGO, RECORDAÇÕES
TINHA MUITO A LHE MOSTRAR
DO PASSADO, HORA SIM E CHORA NÃO
MAS O DIFÍCIL É ACHAR O TOM
DA MEMÓRIA
NÃO BASTA PARA O LHE
MELHOR AMIGO, ASPIRAÇÕES
TINHA MUITO A LHE ESCREVER
DO AGORA E DO DEPOIS, MANIFESTAÇÕES
DO QUE FOI E DO QUE SERÁ, ELUCUBRAÇÕES
MAS O COMPLICADO É ACHAR O DOM
DA PALAVRA
NÃO BASTA PARA LÊ.
Nasceu das mãos da parteira, num sopro da contração, andou com nove meses, ansiosa, casou cedo, ansiosa, qual é? Não quer morrer tão cedo, a vida é longa, ansiedade é viver.
E não se fala mais nisso...
Não
me lembro de quando decidi ser professora. Talvez o destino tenha me empurrado
e dito “vai que você leva jeito”. Porém, mais do que ter jeito para a coisa,
descobri que um professor precisa de absolutamente tudo o que cabe num ser,
pois é alguém inolvidável. Dos ruins, carregamos os traumas, dos bons as
lembranças, mas o que não se pode negar é que aprendemos com um professor.
Nessas
quase duas décadas que leciono, passei por acertos, erros, tentativas, enganos
e a cada dia que passa, sinto que estamos por um fio, eu estou. Tanta gente já
esmiuçou o problema da educação, o desprestígio do professorado, as
metodologias ultrapassadas e as novas que não dão certo; os distúrbios que
dificultam o aprendiz e também o mestre evidentemente; novos nomes para velhos
problemas. Enfim, acho muito relevante que alguns estudiosos tentem achar o
cerne da questão, principalmente daqueles que o fizeram de forma séria e
comprometida, merecem meu respeito.
Longe
de discutir a salvação dos problemas da Educação brasileira minha intenção é
saber o porquê alguns de nós não desiste. Por que eu não desisto? O que nos
move? Diante disso, passo algumas horas do meu dia, em meio ás aulas, provas,
preparações, estudos, diários e afins, pensando o que faria para não desistir e
abrir uma lojinha no fim da esquina. O
que de fato, no entanto me fomenta, por incrível que pareça não é um bônus por
merecimento, ou uma provinha por mérito, ou ainda, a participação nos lucros da
escola, são os alunos.
O
que move verdadeiramente uma professora- porque eu ainda vejo isso no rosto de
algumas colegas de trabalho- o que me motiva é a pessoa, ali, entregue, o
sorriso do aluno, seu interesse pelo desconhecido e a possibilidade de ser
conduzido, mesmo que tortuosamente, ao caminho da descoberta; é aquela carinha
de entendimento, aquele texto bem escrito por ele e muito melhor até do que nós
mestres faríamos, as homenagens, os bilhetinhos de amor, o respeito pelo meu
conhecimento, a entrega e a confiança dos pais em mim e no meu, no nosso
trabalho, porque para eles o que resta é apostar na gente.
Sem
apologia, sem levantar bandeiras, é simples assim. E não se fala mais nisso...
Já que estamos aqui
pro que der e vier,
com uma imensa batata quente nas mãos
e já sabemos, que isso
tudo é para inglês ver...
Que tal então matar
a cobra e mostrar o pau?
Parar de meter os pés pelas mãos
e tirar o cavalinho
da chuva, porque
para nossa vida
melhorar, é preciso
ver uma luz no fim do túnel,
entender que um dia é da caça
e outro do caçador, e mais...
Saber que é preciso
abafar a banca e
afogar o ganso!
Que confusão
imensa você
causou em
meu coração.
A espera foi
Tanta, tamanha.
Qual sentido há
na mentira?
É a causa da
Ilusão.
Se o amor foi,
o fim da confusão.
O sentimento
não é barato
É só mais ...
Um ato,
um capítulo
mal acabado
e Chinfrim.
Mas a espera foi
tanta, tamanha .
Que a confusão
imensa que você
causou arranjou
meu coração.
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ NÃO FALA?
NESSES TEMPOS EM QUE PENSAMOS MUITO NO PEQUENO AFAZER DO DIA, E ESQUENTO O CAFÉ, E COLOCO A ROUPA E SIGO;
NESSES DIAS EM QUE PENSAMOS MUITO NO QUE VAMOS COMER, E COMPRAR, E PASSO O MEU CARTÃO DE CRÉDITO E SIGO;
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ SE CALA?
NESSES MESES EM QUE PENSAMOS NAQUILO QUE FAREMOS NO FINAL DO ANO, SE É QUE FAREMOS, E GUARDO UM DINHEIRO, E FAÇO UM BOLETO E SIGO;
NESSES ANOS EM QUE VIMOS QUE O TEMPO PASSOU TÃO RÁPIDO, E QUE EU E VOCÊ SÓ TRABALHAMOS E GASTAMOS, E FIZEMOS, E PASSAMOS OS CARTÕES, AQUI E ALI...
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ NÃO SORRI?
FALA, FALA, FALA
escrevo porque preciso
escrevo o que sai
escrever é o que necessito
transborda em mim a escritura
nela habito.
Desculpe-nos pela ausência de
tantos meses, mas esse ano foi especialmente difícil por aqui. Como você soube tive vários pequenos sustos, comigo, com a minha alma e com meu pensamento. Porém, escrevo para lhe dizer que estamos engrenando novamente na labuta tarefa de escrever, firme e isso só é possível porque sempre, sempre me lembramos de você,
em como você mudou minha mentalidade, com sua doçura, parceria e acasos. Sou muito grata e prometo voltar aí melhor do que antes.
Até breve...
NA ESCURIDÃO DO CAIS
DOS MEUS OLHOS, NÃO VEJO
O FAROL QUE ANTES EM MIM
ALUMIAVA E DIZIA A DIREÇÃO
VEJO SÓ A ESCURIDÃO E A FINA
E REFLEXIVA LUZ DA LUA NO MAR
O MAR OSCILA, EU OSCILO E JUNTOS...
CHORAMOS
Enquanto duas senhoras conversavam sobre a maternidade, uma dizia que seu leite havia empedrado, e a outra ensinava como fazer uma ordenha...