O dia amanheceu em instantes, o Sol bateu com raio velho e fraco, pequenos frames do anteontem e as frágeis memórias são latentes, há uma dúvida no ar, sinto o passado agora e ele me aparece mais compreensível que dantes, porém não menos doloroso. Há cheiro de ontem. Queria poder derramar a mesma lágrima chorada, mas já soa tão entendido esse passado que não há verdade em chorar por ele novamente. Enterro hoje e vislumbro um bocado de amanhã.
sábado, 12 de julho de 2014
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
DE REPENTE É AQUELA CORRENTE PRA FRENTE
manifesto
intenção
grito greve:
de pipocas
rói a unha esquerda
e palpita o peito
a zaga relaxa
quase
VAI INFELIZ
o coro anuncia
uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de trivela
sai da banheira animal
rói a direita
aahhhhhhhhhhhhh
bebe mais um gole
arfa, arfa
sem firula
sem firula
vaiiiiiiiiiiiiiiiiii
chuta, chuta, chuta
na gaveta
GOLAÇOOOOOOOOOO!
intenção
grito greve:
de pipocas
rói a unha esquerda
e palpita o peito
a zaga relaxa
quase
VAI INFELIZ
o coro anuncia
uhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
de trivela
sai da banheira animal
rói a direita
aahhhhhhhhhhhhh
bebe mais um gole
arfa, arfa
sem firula
sem firula
vaiiiiiiiiiiiiiiiiii
chuta, chuta, chuta
na gaveta
GOLAÇOOOOOOOOOO!
domingo, 8 de junho de 2014
ROTINEIRA
o café que tomo
não tem o mesmo gosto de ontem
e por que cargas a vida
sempre me parece a mesma?
sábado, 31 de maio de 2014
SAUDOSISMO (Para Enrique)
Escrevo se posso
possuo palavra a ser escrita
que escorre tal qual
lagartixa
o tempo encurtado
obriga o poeta
a escrever o óbvio, o doentio desejo
das paredes sujas de pó
retiro o passado
tenho saudade
da escrita volátil
que fora de mim se estende ao Sol
possuo palavra a ser escrita
que escorre tal qual
lagartixa
o tempo encurtado
obriga o poeta
a escrever o óbvio, o doentio desejo
das paredes sujas de pó
retiro o passado
tenho saudade
da escrita volátil
que fora de mim se estende ao Sol
quarta-feira, 7 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
NASCENTE ( Para mim de mim)
nasci outrora
sem fórceps
quase impulso
me expulsou
ao mundo
chorei porque era necessário ditar o tom da minha voz
assim
sou brava
quase sempre choro
escondido
tenho medo
de todos e de tudo
sou briga
quase sempre arrepio
do incerto e do Sol
sou poesia
e rio porque é necessário ditar o percurso da minha vida
sem fórceps
me expulso
para vida
minha vida
de agora
sem fórceps
quase impulso
me expulsou
ao mundo
chorei porque era necessário ditar o tom da minha voz
assim
sou brava
quase sempre choro
escondido
tenho medo
de todos e de tudo
sou briga
quase sempre arrepio
do incerto e do Sol
sou poesia
e rio porque é necessário ditar o percurso da minha vida
sem fórceps
me expulso
para vida
minha vida
de agora
sexta-feira, 2 de maio de 2014
O AMOR
Você sabe de mim
tanto que conhece
até os segredos
até os prazeres
que me fazem sorrir assim de repente
Você sabe tanto
em mim, cabe tanto
assim
os prazeres
tantos afazeres nos fazem suar
Você tanto em mim
até que dói
até que nunca
assim cabe
tanta saudade em nós
Sou santa sua
Você sabe tanto
os dizeres
que me faz medo assim de repente
o amor da gente
tanto que conhece
até os segredos
até os prazeres
que me fazem sorrir assim de repente
Você sabe tanto
em mim, cabe tanto
assim
os prazeres
tantos afazeres nos fazem suar
Você tanto em mim
até que dói
até que nunca
assim cabe
tanta saudade em nós
Sou santa sua
Você sabe tanto
os dizeres
que me faz medo assim de repente
o amor da gente
quarta-feira, 16 de abril de 2014
NOSSA-FOSSA-BOSSA-MOSSA
aceita e pronto
é mais fácil
assim o mundo
olha para o incrível
descaso
acaso
para a tragédia
pelo perdido
e achado também
olha a Lua
olha o planeta vermelho
que lindo!
é a mesma cara
que olha para o dia chuvoso
recebeu pancada
aguenta seu vadio
aceita que é menos doído
é crível
é possível
é justificável
vê aquele corpo caído
coitado dele
nossa que pena!
olha a rosa desabrochou
a casa caiu
a água acabou
alagou, afogou
o barco vai, aceita que o barco segue
que dó
aceita que é a vida
Deus está vendo
Deus está vendo nossa cara!
é mais fácil
assim o mundo
olha para o incrível
descaso
acaso
para a tragédia
pelo perdido
e achado também
olha a Lua
olha o planeta vermelho
que lindo!
é a mesma cara
que olha para o dia chuvoso
recebeu pancada
aguenta seu vadio
aceita que é menos doído
é crível
é possível
é justificável
vê aquele corpo caído
coitado dele
nossa que pena!
olha a rosa desabrochou
a casa caiu
a água acabou
alagou, afogou
o barco vai, aceita que o barco segue
que dó
aceita que é a vida
Deus está vendo
Deus está vendo nossa cara!
sábado, 12 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
FÁBULA DA CERTEZA
Dona Certeza era realmente a dona da
verdade. Dava conselhos e dizia sempre o que era melhor para a vida dos outros.
Há quem gostasse dela, e obviamente na grande maioria quem a odiasse. Não se
sabe ao certo se o malquerer era porque os conselhos e supostas verdades eram
mesmo verdades para quem os ouvia, ou pura balela. O que se sabe era que a Dona
Certeza ganhou fama no vilarejo.
Certo dia, qualquer, um dia de
primavera se preferir, são mais adocicados para se criar o clima desta fábula,
um viajante chegou á cidade e fincou pé na hospedaria. Logo ficou sabendo da
fama da mulher e resolveu que teria com ela algo de prosa. Contou o caso
rapidamente que não era homem de falar ao vento, e aguardou que a mulher lhe
desse os conselhos.
Dona Certeza meneou a cabeça e disse que
não poderia ajudá-lo e o viajante titubeou, mas perguntou o motivo. Certeza respondeu
que o tema era profundo demais e que embora ela soubesse de toda a verdade,
nesse caso específico lhe faltavam dados. Não sabia quem ele era, nem lhe tinha
afeto, não saberia dizer de onde tinha vindo sua cara e para donde ela iria,
portanto não lhe servia de nada, dizer-lhe a sua verdade.
O homem calou-se, concordou, e rumou
sua partida para outro canto. A cidade amanheceu intrigada e estupefata quando
soube do causo, e há quem diga que Dona Certeza ficou mais popular, porém
sempre dava conselhos e dizia toda a verdade para os seus apenas para os seus.
Moral: Quase sempre todas as verdades
não são para quaisquer ouvidos.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
GLOSA PARA CHIQUINHO
MOTE DO CHIQUINHO
Descida ribanceira percebi, não havia beira
Se revés olhasse, melhor seria havia ladeira
GLOSA PARA CHIQUINHO
A vida, claro, nem sempre me apadrinhou
Aprendi às duras penas, bem eu já tinha...
Que para acertar o buraco, com fina linha
Dependia somente de minha esquadrinha
Pela caminhada em tão longa passadeira
Cruzei sem ver por várias alfarrobeiras
Tivesse visto, eram tantas as goiabeiras
Não contava apenas, com a abençoadeira
Descida ribanceira percebi, não havia beira
Se revés olhasse, melhor seria havia ladeira.
Descida ribanceira percebi, não havia beira
Se revés olhasse, melhor seria havia ladeira
GLOSA PARA CHIQUINHO
A vida, claro, nem sempre me apadrinhou
Aprendi às duras penas, bem eu já tinha...
Que para acertar o buraco, com fina linha
Dependia somente de minha esquadrinha
Pela caminhada em tão longa passadeira
Cruzei sem ver por várias alfarrobeiras
Tivesse visto, eram tantas as goiabeiras
Não contava apenas, com a abençoadeira
Descida ribanceira percebi, não havia beira
Se revés olhasse, melhor seria havia ladeira.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
DESVÃO
Escondo-me em palhas
de forma mimética
desapareço do alvo
rastejo e emudeço, pois o preço é alto
tenho medo não
do vento mas da ventania
tenho medo não
do homem, porém da primazia
delicada palha
que me envolta tampando meus sóis
silencio
silencio
quem me conhece
espanta com as palhas todas
tenho medo não
do amigo, do castigo
o preço é alto, já disse, não falo
quem não me conhece compra
quem conhece, aceita
espreita
espreita
sumo do que é óbvio
não sigo as retas, vislumbro curvas
são tão retorcidas, e assim
desapareço
desapareço
quem me aceita, precisa e ajeita as palhas todas
quem acha que conhece, tolera
tenho medo não
do conhecido, contudo do fanfarrão
o preço é alto, meu amigo
eu te disse, não disse?
de forma mimética
desapareço do alvo
rastejo e emudeço, pois o preço é alto
tenho medo não
do vento mas da ventania
tenho medo não
do homem, porém da primazia
delicada palha
que me envolta tampando meus sóis
silencio
silencio
quem me conhece
espanta com as palhas todas
tenho medo não
do amigo, do castigo
o preço é alto, já disse, não falo
quem não me conhece compra
quem conhece, aceita
espreita
espreita
sumo do que é óbvio
não sigo as retas, vislumbro curvas
são tão retorcidas, e assim
desapareço
desapareço
quem me aceita, precisa e ajeita as palhas todas
quem acha que conhece, tolera
tenho medo não
do conhecido, contudo do fanfarrão
o preço é alto, meu amigo
eu te disse, não disse?
terça-feira, 1 de abril de 2014
RETROVISOR
tenho visto vocês por aí, é sempre bom ver gente por todos os lados sendo apenas gentes, e quanta humanidade há nisso tudo, devem estar todos bem porque os sorrisos são de felicidade, esperemos que sim, tenho andado ocupado, caros amigos, meu time tem ganhado e nem pudemos comentar o assunto, lembram-se daquele nosso amigo, o de pernas tortas, separou da mulher, está a ver demônios, saiu com mão na traseira porque a dá frente nem existe, tenho visto vocês todos, quanta humanidade há em toda essa gente, coitado dele não é mesmo, mas nem amor havia mais naquele casal, tenho andado ocupado, tenho trabalhado muito, tem faltado muita humanidade em mim, mas se os sorrisos são de felicidade deve ser por causa dela mesmo, coitado dele, nem seu time ganhou...nos vemos por aí
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