sem vontade de escrever
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Crônica dos confins
Tudo aumentou
nesses meses de confinamento, as contas de água e luz, a comida, o arroz, veja
só, quem diria, o arroz; e também tudo aumentou dentro da nossa casa, dentro de
nós mesmos, dentro desse universo pandêmico. O nome, pandemia, caracteriza bem
como nos sentimos, de mãos atadas, presos em uma cela imaginária, em que todas
as coisas ficam enormes e muito mais difíceis. Pensar nisso tudo gera um enorme
desgaste e buscamos uma paz e alegrias que estão raras em vir.
Entender tudo isso,
quais são os limites do meu eu?E do teu? Quer que eu te ajude a arrumar a casa?
Que te ajude a ficar bem? A limpar as coisas? A fazer comida? Se me perguntam
isso, se te perguntam, talvez seja porque a obrigação de limpar, cozinhar e
ficar bem, seja minha e tua. Tudo fica tão enorme, um gesto, meu, teu, uma
fala, uma falta de percepção... E o que fazer se todos estão na desesperada
tentativa de se manterem ilesos diante de tanto desconforto, e de tanto medo?
Nada.
Esperamos a vacina
da mesma forma que esperamos que tudo passe logo, porque já não sabemos mais o
que fazer com o que descobrimos sobre nós mesmos, sobre os que cá estão junto
de nós, sobre o mundo, as pessoas, o arroz, as matas, as burrices dos homens,
as maldades, os....os confins da fragilidade humana.
GUARDADORA DE SONHOS OU POEMA DA GI
Se
o mundo te der um revés
Pede
para que ela te guarde
Quem
te conhece apaixona
Pois
você acolhe a sombra
E
transforma em mais amor.
Se
a vida não te der o que quer
Pede
para que ela te escolha
Quem
a conhece se impulsiona
Você
acolhe sempre a todos
E
acomoda em mais amor.
Em
aptidão, ressoa
Em
gratidão, converte
Em compaixão,
transborda
Tudo
em mais amor!
A MOÇA-ESPERANÇA OU POEMA DA CÁTIA
Se
existe a coragem
Ela
tem nome e tem
Em
si a perseverança
Quebra-mar...
Mais
que um sonho
Tem
nela, o coração
Inteiro
de esperança
Quebra-gelo...
Nessa
menina há
Mais
que um destino
Há
o mundo inteiro
Quebra-cabeças...
A
moça que lá está!
Flor-da-esperança!
A DONA DO SORRISO OU POEMA DA ELI
Quem
quer
que
o mundo
deixe
a tristeza
de
lado e assim
faça
da certeza
o
sorriso do dia!
A
dona do sorriso
rainha
da viveza
acaba
com rudeza
e
traz com presteza
o
fim de tamanha
inútil
braveza!
Quer
que o mundo
acabe
com a tristeza?
Chame
a dona do sorriso!
MENINA DOS OLHOS OU POEMA DA ERIKA
Menina
dos olhos
Olhos
d’água, clareia
Na
sensível arte, candeia
Encanta
a todos, sereia
Menina
dos olhos
Olhos
d’verdade, mareia
Princípio
da vida, ideia
Nos
surpreende, colcheia
Dos
olhos lágrima
Dessa
menina, que assim
Brilha
e incendeia!
POEMA DA THEREZA
The
Ela
Em
tradução
Da
língua mãe
É
amor
Carinho
Compreensão
There
is
Préfère le français
Sem tradução
Dedicação
Ternura
É amor
Ela
The
sábado, 29 de agosto de 2020
CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA
Há certa dificuldade
na vida, na conversa, e, arriscaria dizer em quase tudo, de se caminhar sem um
tema. Parece-me que visto assim, solto, qualquer coisa vira andarilho. Ou algo
que vai vagar por ali e por acolá à procura de um chegar, de um ponto final, de
um rumo.
Posto, posso
arriscar dizer de novo, que há muito em que se pensar e talvez muito pouco a se
dizer, nesse momento. Em se tratando que
a matéria é complexa e a sugestão que vem é de deixar o correr livre das
palavras, das construções e das metáforas, se é que ainda sem fazê-las, tudo
mesmo, me coça o espírito de incertezas e não sei se sei fazer isso.
Preciso dizer
que muito me assusta esse dizer, sem dizer, dizendo, algo, sei lá, sem uma
costura, e sem alinhavos em uma trilha temática, sem aquela intenção, qualquer
intenção, boa, ruim, qualquer mesmo, de qual assunto eu mesma nem sei. Isso me
pesou o pensar durante toda a semana. Fiquei quase sem rumo em quase tudo e
toda essa repetição de verbetes é para ratificar minha insegurança em não se
ter sobre o que falar.
Assim, hoje,
acho que prefiro mesmo ela, a poesia que me lança em alguma coisa que mesmo sem
um tema prévio faz cuspir um verso que sozinho pode ser tema de alguém. Esse...
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
O FLAGRANTE
Enquanto duas senhoras conversavam sobre a maternidade, uma dizia que seu leite havia empedrado, e a outra ensinava como fazer uma ordenha...
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sem conseguir escrever alguma coisa de valor poético, metafísico, revolucionário, quântico, sem conseguir escrever algo que te faça se apaix...
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Mote: Por fora não se nota, mas a alma anda-me a coxear há setenta anos. (Saramago em As pequenas memórias) Qual alma não vacila? Oscila.....
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No final das contas, passamos o dia todo a tentar sublimar as pequenas avarias que a vida nos proporciona. Isso gasta um tempo enorme e ...

