domingo, 30 de dezembro de 2012

LEVANTE


Quantas palavras já saíram de mim

Meio tortas ora complexas e ou vazias?

Carregadas ou não de certo lirismo que

Para uns foi alento, a outra mesmice;

Foram fazer parte desse Universo da

Minha poesia, tão necessária para eu

Libertar-me e transportar-me e sentir...

 

Só sinto assim nesse átimo de palavras!

Escrever torna-se agora minha euforia

Eugenia de minha própria prosa poética

Que busca o inatingível e o intangível e

Busca o silêncio, a melodia certa e o sim.

 

Na estante da minha alma os tomos estão

Prontos ao avio, confusão e ao remate do

Inacabado, do impossível, porque já não

É mais em mim que cabe a poesia, ela

Atravessa meu pensamento numa eterna

Alegoria, sem fim, desejosa por si mesma

De ir, sozinha, órfã, caminhante, sem rumo...

 

Já não mais tenho medo das palavras

Olho-as com o mesmo olhar que me

Vejo num espelho, conheço-as, assim

Sem conhecê-las, numa descoberta

Que nem a morte será capaz de forjar.

4 comentários:

Anônimo disse...



muito lindo esse poema.

Valsa Literária disse...

Valeu, gostei de escrevê-lo!
obrigada

Anônimo disse...

Acho incrível esse seu talento em fazer arte através das palavras.

Nunca deixe de escrever.

Abraços!

William Mendes disse...

Sua poética... muito bom! Ano incrível de produção textual, Marili! Parabéns!

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...