sexta-feira, 25 de setembro de 2026

MEU QUINTAL

 

Uma angústia nasce

Tenho medo

Esse medo do incerto

Me aflige

Não tenho controle dele, deles, deles

Os medos controlados

Só são sentidos

Apenas vem e vão

Os medos instáveis e incontroláveis e variáveis e perigosos

Aqueles que independem

Do meu ser frágil

Que os sentem

Esses.... Ah! Tenho pavor!

Vejo o mundo

E o temor aparece

Mas não tenho o domínio dele, deles, deles

Os temores indomináveis

Se transformam

Em pavor

O pavor súbito e descontrolado e ameaçador

Uma angústia finca

E aquela flor

Esperançosa, pensa em brotar

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CRÔNICA SEM FIM

 

Na sessão de terapia...

— Tenho pensado muito em o quanto sou super sensível para várias coisas e isto está me matando; fico pensando em tudo, nas pessoas que estão passando por coisas ou momentos difíceis, pode ser uma notícia, uma fala de alguém, algo que eu vi na rua, sei lá, quando eu vejo já absorvi aquilo para mim e já era, fico triste sem saber e estrago o dia de todo mundo!

— ?

— Sim, realmente, enfim, pode ser isso mesmo que você disse, mas quando eu percebo eu já ouvi, já vi, e já assimilei aquilo tudo e daí estou pensando na pessoa que está ali, na história que ela me contou ou que eu ouvi, ou na notícia e nem percebo que o dia já ficou estranho por causa dessas coisas.

— . ? ?

— Não sei dizer. Não sei se é isso.

— . ; ! ! ?

— Não tinha pensado assim. Pode até ser que eu esteja fazendo isso para me sabotar, ou para justificar a rotina exaustiva, e minhas próprias angústias, ou para pesar o clima, entendi...enfim, não tinha pensado por esse prisma.

— . . . ? ? ? ?

— Ás vezes acontece o que você disse, mas outras vezes não. Depende. Quanto a essa outra ideia, sei lá. Não tinha reparado que eu faço isso. Faço sem querer?

— . ! ! ! ? ? ? ! . ? .

— Ah! Não é isso não, não é possível que eu faça isso para me vitimar, para eu poder justificar, será? Justificar o quê? Ah! Será? Caramba, isso é interessante, complexo, como você mesmo falou.

 — .

— Eu sei que você não falou vitimar. E também não disse que faço para pesar o clima, desculpa. Eu que achei que você insinuou isso, mas eu entendi.... Será? Só acho que sou muito sensível. 

— .

— Verdade. Eu percebi. Sem insinuações e suposições.

— .

— Sim, eu vi, que fiz isso.

— .

— Vou pensar.

— .

— Para você também... até semana que vem.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

INTERVALO

Das inúmeras vezes em que a moça tentou se desculpar pelo ocorrido e esclarecer os fatos, palavra não saiu de sua boca. Calava-se ao olhar para o rapaz, que, também ao vê-la, saia de perto, constrangido. O motivo, não importa, na vida, o acontecimento passado, ou vira mágoa ou lembrança.


UM MONÓSTICO QUALQUER

  Relvado infinito, sonhando comigo...

UM MESÓSTICO QUE QUERIA SER ACRÓSTICO

  NUM TEMPO EM UM D IA QUALQUER UMA MULHER OLHANDO E REFLETINDO PARA O CÉU QUE SE M ONTAVA EM CAOS                 REPLETO DE NUVENS ...