com o olhar ela pede
com o piscar deseja
com o andar rebola
com a boca almeja
elavemelevemelavem
com o olhar ela pede
com o piscar deseja
com o andar rebola
com a boca almeja
elavemelevemelavem
Amiga,
desculpa o transtorno causado para você, isso é tudo que eu não queria. Como estou a cada dia tentando me corrigir ou ser um pouco melhor, lembrei que naquele dia, eu fiz uma brincadeira sem graça, sem graça mesmo, porque depois quando eu refleti, foi sem graça, embora tenham rido, "morde e assopra", e, achei que a pessoa ficou sem graça, tal qual a brincadeira. Eu poderia ter pedido desculpa, mas só consegui refletir esses dias sobre isso. Hoje eu senti que ela quis "dar o troco" posso estar enganada, posso até estar fazendo uma leitura errada. Se foi, inconsciente ou não, não tem problema. O que importa é que eu não deveria ter esticado o assunto até o final com isso; porque certamente iria sobrar para você, que era tudo que eu não queria. Desculpa o "efeito borboleta". Não há volta, mas há o entendimento e a aprendizagem.
Beijos,
Eu sei que você deve gostar de histórias de
princesas e príncipes.
Não? Duvido!
Enfim, essa é uma história de uma princesa
chamada Brienne, ou Bri para os íntimos, ou Berenice nas horas de levar bronca,
princesa esta, que teve que fazer uma escolha bem difícil. Mesmo que você não
goste dessas baboseiras de contos de fadas, vai querer saber qual foi a escolha
de Briene, não vai?
Vamos lá....
Tudo começou num Reino chamado Reinópolis, e lá
no castelo, viviam o rei, a rainha, e claro, sua filha Brienne, filha única e
princesa de Reinópolis.
Era uma pasmaceira deliciosa a vida real em
Reinópolis. Ninguém fazia nada de emocionante naquele lugar; às vezes, a rainha
pintava uns quadros que eram tão feios que o rei mandava pintar de branco em
cima, para ela poder pintar de novo e de novo e... chega!
O rei gostava mesmo era de comer e de jogar
xadrez com o bispo, porque ele sempre ganhava todas as partidas, ou o bispo
deixava o rei ganhar sempre!
Nunca saberemos disso.
E finalmente, trancada em seu quarto real,
vivia nossa princesa que possuía um temperamento muito forte e também tinha
bastante imaginação.
O único defeito da princesa Brienne era que
ela parecia ao pai e comia tudo que se passava em sua frente. Isto era um
perigo porque quando ela era mais nova comia grama, remédios, lambia tubos de
tinta, comia a ração dos animais do reino, entre outras coisas, que eram mesmo
para comer, como bolo de chocolate. Sempre alguém tinha que ficar de olho na
princesa Brienne, para ela não comer nada de perigoso.
Agora que ela já estava uma linda donzela, só
comia mesmo comida real, feita pela cozinheira ou por ela mesma, quando decidia
inventar doces na cozinha do castelo. Isso também de que a princesa não comia
mais coisas absurdas, nunca saberemos!
Mas, como dizíamos, a vida em Reinópolis era
muito pacata e sem graça, dessa forma, como acontece em todos os contos de
fadas, o rei quis dar uma festa para achar um pretendente para casar com
Briene.
- Eu não quero me casar!
- Você não quer se casar?
- Eu não quero me casar!
- Ela disse que não quer se casar?
- Eu não quero me casar!
Nem preciso dizer para vocês de quem são as
falas lá de cima. Simplesmente a princesa Bri foi categórica em dizer que não
queria se casar.
Depois de ficarem repetindo as mesmas perguntas, o rei e a rainha decidiram aprontar. Convocaram uma festança real em Reinópolis. O bispo ficou bem louco e as cozinheiras também, porque o rei ordenou que tudo fosse feito bem rápido para achar o pretendente logo.
Assim, chegou o dia da festa, porque queremos
que esta história ande logo.
Todos os cavaleiros do reino estavam lá e
todas as moças, e as outras princesas de outros reinos próximos e tudo estava
muito lindo e alegre. A música entoava as danças e a rainha conversava
animadamente com as outras rainhas. Todos estavam muito animados até que alguém
disse:
- Mas onde está a princesa?
Sim. Onde está a princesa?
Ninguém sabia onde estava a princesa. O rei
furioso ordenou que o bispo achasse a Brienne o mais rápido possível. A festa
parou, a música parou e todos ficaram estupefatos quando viram a bela princesa
descer a escadaria dizendo:
- Só me caso se o pretendente conseguir comer
o que eu comer! Promete meu pai?
Todos imediatamente olharam para o rei que
titubeou e pensou que ia ser moleza essa história. A rainha tentou opinar,
alertando o rei, mas ele nem esperou e disse:
- Concordo!
E como vocês sabem Bri era muito boa em comer
de tudo.
O segundo pretendente achou que também seria
moleza e aconteceu igual. Brienne comeu um pedaço do vestido da rainha, comeu
os arcos dos violinos, e ainda bebia goles de champanhe para saborear com mais
facilidade. E assim, o terceiro, o quarto e quinto pretendentes foram
derrotados e ninguém mais queria casar com uma princesa que comia tudo que via
pela frente.
A festa acabou ali mesmo. Todos foram embora
achando que nunca veriam outra coisa igual.
O rei desolado sentou no trono real e não
sabia o que dizer. A rainha dizia o tempo todo que o rei não a tinha escutado,
e que a filha tinha sido esperta demais. O bispo desapareceu com medo de ser
obrigado a resolver a situação.
Enfim...
Todos nós sabemos que Brienne tinha uma
escolha, uma escolha muito importante para ser feita.
E era agora:
- Meu pai e minha mãe. Sei que era desejo de
vocês que eu me casasse, tivesse filhos e seguisse a vida em Reinópolis. Porém,
não é isso que eu desejo. Eu quero conhecer o mundo, quero viajar de reino em
reino, de aldeia em aldeia, conhecer pessoas, comer coisas diferentes, aprender
outras danças e saber das coisas. Sempre vou amar vocês, mas se desejam que eu
seja feliz, devem me deixar partir.
No começo, sentiram uma tristeza imensa, mas,
conforme as cartas e os desenhos que Brienne mandava do mundo desconhecido e
infinito, que ia conhecendo, chegavam, eles perceberam que o sonho dela era
também parte do sonho deles e que através da escolha de sua filha, eles também
seriam felizes.
Naquele dia o rapaz foi conversar com a velha senhora solitária, porque sabia que era preciso fazer com que ela falasse, era preciso deixar ela falar. E vejam só como a mulher vomitou toda sua retrospectiva da vida, com pormenores e também com direito aos detalhes sórdidos. E o rapaz ouviu-a; escutou cada centímetro da prosa, porque sabia que a solidão amargava o ser.
Naquela tarde a garota foi buscar a velha senhora, levou-a às compras, para a farmácia, deixou que a idosa combinasse como seria melhor o que seria feito na hora do jantar. Apenas levou-a, acompanhou-a e deixou que tudo fosse feito á maneira dela, da velha senhora, que escolhia as frutas e lamentava o dia, reclamando ao exagero de tudo, como quem nunca viu um céu azul, ou uma flor a abrir. A garota fez tudo sorrindo, porque sabia que a solidão cegava o ser.
Naquela noite a mulher foi ligar para o velho senhor. Deixou que ele falasse tudo que podia depois do alô, mas nada ouviu. Pensou que poderia fazer o velho dizer meia palavra, mas só ouvia a respiração ofegante do outro lado da linha. Tentou mais uma vez perguntar o aleatório, puxar a prosa, mas ouviu a mesma tosse de sempre e o pigarrear da garganta do velho, que nada de som maior emitia. Assim, decidiu dizer "boa noite", "durma bem" e "se cuide", como sempre dizia. A mulher ligou, e ligaria sempre, porque sabia que a solidão emudecia o ser.
Sorria: você está sendo humanizado!
ASSIM QUE VI
NO JARDIM A FLOR
MEU OLHO VIBROU
BRIGANDO PARA NASCER
O BOTÃO ESPREMIDO
LATEJAVA
O AMOR É ASSIM TAL COMO A FLOR
O que não sei sobre mim,
escondo
O que não vejo em mim,
palpito
O que não trago em mim,
refuto
O que não penso sobre mim,
pergunto
O que não consigo ver em mim,
estudo
O que não deixo chegar em mim.
escudo
escondo, palpito, refuto, pergunto, estudo, escudo...
O que há em mim
não cabe em palavra, apenas em desentendimentos.
O que há em mim
se esconde, palpita, refuta, pergunta, estuda, escuda
e fim.
VELHO AMIGO, SAUDAÇÕES
MEU CARO QUANTO TENHO A LHE DIZER
O PROBLEMA É QUE SEI, QUE A TAL
DA AMIZADE
NÃO BASTA PARA O LHE
BOM AMIGO, RECORDAÇÕES
TINHA MUITO A LHE MOSTRAR
DO PASSADO, HORA SIM E CHORA NÃO
MAS O DIFÍCIL É ACHAR O TOM
DA MEMÓRIA
NÃO BASTA PARA O LHE
MELHOR AMIGO, ASPIRAÇÕES
TINHA MUITO A LHE ESCREVER
DO AGORA E DO DEPOIS, MANIFESTAÇÕES
DO QUE FOI E DO QUE SERÁ, ELUCUBRAÇÕES
MAS O COMPLICADO É ACHAR O DOM
DA PALAVRA
NÃO BASTA PARA LÊ.
Nasceu das mãos da parteira, num sopro da contração, andou com nove meses, ansiosa, casou cedo, ansiosa, qual é? Não quer morrer tão cedo, a vida é longa, ansiedade é viver.
E não se fala mais nisso...
Não
me lembro de quando decidi ser professora. Talvez o destino tenha me empurrado
e dito “vai que você leva jeito”. Porém, mais do que ter jeito para a coisa,
descobri que um professor precisa de absolutamente tudo o que cabe num ser,
pois é alguém inolvidável. Dos ruins, carregamos os traumas, dos bons as
lembranças, mas o que não se pode negar é que aprendemos com um professor.
Nessas
quase duas décadas que leciono, passei por acertos, erros, tentativas, enganos
e a cada dia que passa, sinto que estamos por um fio, eu estou. Tanta gente já
esmiuçou o problema da educação, o desprestígio do professorado, as
metodologias ultrapassadas e as novas que não dão certo; os distúrbios que
dificultam o aprendiz e também o mestre evidentemente; novos nomes para velhos
problemas. Enfim, acho muito relevante que alguns estudiosos tentem achar o
cerne da questão, principalmente daqueles que o fizeram de forma séria e
comprometida, merecem meu respeito.
Longe
de discutir a salvação dos problemas da Educação brasileira minha intenção é
saber o porquê alguns de nós não desiste. Por que eu não desisto? O que nos
move? Diante disso, passo algumas horas do meu dia, em meio ás aulas, provas,
preparações, estudos, diários e afins, pensando o que faria para não desistir e
abrir uma lojinha no fim da esquina. O
que de fato, no entanto me fomenta, por incrível que pareça não é um bônus por
merecimento, ou uma provinha por mérito, ou ainda, a participação nos lucros da
escola, são os alunos.
O
que move verdadeiramente uma professora- porque eu ainda vejo isso no rosto de
algumas colegas de trabalho- o que me motiva é a pessoa, ali, entregue, o
sorriso do aluno, seu interesse pelo desconhecido e a possibilidade de ser
conduzido, mesmo que tortuosamente, ao caminho da descoberta; é aquela carinha
de entendimento, aquele texto bem escrito por ele e muito melhor até do que nós
mestres faríamos, as homenagens, os bilhetinhos de amor, o respeito pelo meu
conhecimento, a entrega e a confiança dos pais em mim e no meu, no nosso
trabalho, porque para eles o que resta é apostar na gente.
Sem
apologia, sem levantar bandeiras, é simples assim. E não se fala mais nisso...
Já que estamos aqui
pro que der e vier,
com uma imensa batata quente nas mãos
e já sabemos, que isso
tudo é para inglês ver...
Que tal então matar
a cobra e mostrar o pau?
Parar de meter os pés pelas mãos
e tirar o cavalinho
da chuva, porque
para nossa vida
melhorar, é preciso
ver uma luz no fim do túnel,
entender que um dia é da caça
e outro do caçador, e mais...
Saber que é preciso
abafar a banca e
afogar o ganso!
Que confusão
imensa você
causou em
meu coração.
A espera foi
Tanta, tamanha.
Qual sentido há
na mentira?
É a causa da
Ilusão.
Se o amor foi,
o fim da confusão.
O sentimento
não é barato
É só mais ...
Um ato,
um capítulo
mal acabado
e Chinfrim.
Mas a espera foi
tanta, tamanha .
Que a confusão
imensa que você
causou arranjou
meu coração.
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ NÃO FALA?
NESSES TEMPOS EM QUE PENSAMOS MUITO NO PEQUENO AFAZER DO DIA, E ESQUENTO O CAFÉ, E COLOCO A ROUPA E SIGO;
NESSES DIAS EM QUE PENSAMOS MUITO NO QUE VAMOS COMER, E COMPRAR, E PASSO O MEU CARTÃO DE CRÉDITO E SIGO;
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ SE CALA?
NESSES MESES EM QUE PENSAMOS NAQUILO QUE FAREMOS NO FINAL DO ANO, SE É QUE FAREMOS, E GUARDO UM DINHEIRO, E FAÇO UM BOLETO E SIGO;
NESSES ANOS EM QUE VIMOS QUE O TEMPO PASSOU TÃO RÁPIDO, E QUE EU E VOCÊ SÓ TRABALHAMOS E GASTAMOS, E FIZEMOS, E PASSAMOS OS CARTÕES, AQUI E ALI...
HÁ QUANTO TEMPO
VOCÊ NÃO SORRI?
FALA, FALA, FALA
Na sessão de terapia... — Tenho pensado muito em o quanto sou super sensível para várias coisas e isto está me matando; fico pensando em...