sábado, 3 de dezembro de 2011

DESCANSO


Hoje é o tempo da destemperança, do desconforto e do desafronto. Esqueceram todos do amor e das gentis sutilezas, dos pequenos agrados, das sutis delicadezas. O problema dos homens não é só prefixal, está agora encontrado nas almas impregnadas de desamor, descasos, desacordos, desassossegos, desastres e afins; o caso é que eles se esqueceram de retirar o des disso tudo, desenredar a novela, desembaralhar as cartas. Há que chegar o tempo em que saibamos desapegar, desanuviar, desabafar, ou ainda de estarmos, descalços, descamisados, desavisados, descarnados, descapitalizados, desnudados, para assim, melhorar nosso destino.

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...