quarta-feira, 23 de maio de 2012

COSCORÃO


O velho sentado na cadeira posta pra fora da rua tranquila que não passava viva alma...recordava ali olhando para o vento morno da tarde que se formava e confusamente tentava alinhavar os pensamentos da vida que tinha vivido e de tudo que havia passado e não arrematava um ponto tudo lhe parecia turvo e sem nexo...então um boi passava calmamente em sua frente o bafo quente soprou mais uma vez na cara enrugada e o velho pensou que era sozinho e sozinho estava naquele mundão só lhe restavam todas as feridas as de dentro e as de fora... e assim com pensamentos trôpegos pode suspirar o resto da tarde...

2 comentários:

Mariza disse...

Me deu vontade de afagar o rosto desse velho ,deixar que o bafo quente do boi o desperte para tudo que realizou, que viveu , suas maravilhosas experiencias.E DIZER-LHE NAÕ DEIXE DE SONHAR....
beijocas

Valsa Literária disse...

Nossa Tia, que sensação legal que você descreveu, adorei seu comentário...
Um beijão

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...