Na oficina o homem observava
o contorno da madeira. Passou mais uma vez a lixa do lado direito, arredondando
o corpo do violoncelo inerte. Fechou os olhos para sentir; com uma das mãos
espalmadas alisou de uma extremidade a outra; mantinha os olhos cerrados, o
perfume da mulher amada veio junto ao cheiro do pó amadeirado do abeto...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
POEMA ATEMPORAL
As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...
-
sem conseguir escrever alguma coisa de valor poético, metafísico, revolucionário, quântico, sem conseguir escrever algo que te faça se apaix...
-
Mote: Por fora não se nota, mas a alma anda-me a coxear há setenta anos. (Saramago em As pequenas memórias) Qual alma não vacila? Oscila.....
-
No final das contas, passamos o dia todo a tentar sublimar as pequenas avarias que a vida nos proporciona. Isso gasta um tempo enorme e ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário