A receita para se ter uma vida feliz é não ter nenhuma ilusão. De nenhum tipo ou espécie; elas só servem mesmo para angariar fundos de mágoas, tristezas e melancolias. Há também àquelas que destroem as expectativas e são normalmente as piores.
Requer uma pitada de destreza não alimentá-las na sua vida cotidiana, já que a tendência é ser atraído pelo cheiro de certeza que as ilusões proporcionam em nós. Nem as de óptica são confiáveis, você enxerga, tenta pegar e não consegue. O melhor a fazer é burlar as ilusões com os sonhos.
Sonhar vale. É o tempero da vida. Não é uma impressão ou sensação que não correspondem à realidade; não é um engano. Sonhar é ter o prazer das ideias impossíveis, a simulação dos desejos reprimidos e como é bom quando acontecem todos eles; enquanto a soneca sossega o corpo, a mente age e nos prepara para acordar repletos de coragem para o novo dia.
Mas...
Não se iluda com tudo isso!
Um comentário:
Tenho um poema que trabalha com a mesma temática de ilusão e sonho. Veja abaixo, poeta amiga:
Poema - Verbo iludir conjugado
Eu me iludo.
Tu te iludes.
Será que eu te iludo?
Muitos não se iludem.
Melhor se se iludissem...
Quem se ilude, sonha.
Mas vós que sonhais,
Não vos iludais...
Praticai...
Pois, normalmente...
Eles sonham,
Não praticam...
E se iludem.
Wmofox, 13.09.2002
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