segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ÁLGIDO


O olhar era distante...

O corpo inerte não mexia

Era apenas um sapo mudo

No dia gelado, sobre a folha

Na pele, a camada de água

Orvalhada em gotas gélidas.

Nem coaxa o coitado, respira

E aguarda o sol do meio-dia.

4 comentários:

Nadine Granad disse...

Produz muito... perdi muito ;)


Que beleza... Tristemente doce!...
... Quase um conto!...


Beijos =)

Valsa Literária disse...

Obrigada Nadine, adoro seus comentários, me incentivam demais.

Anônimo disse...

Nossa...fiquei paralisada ao imaginar a cena produzida por essa poesia...as vezes gotaria de ficar assim...inerte a tudo que acontece...
bjs
Flávia

William Mendes disse...

Muito bom o poema!!! Adorei!

POEMA ATEMPORAL

    As coisas não residem no tempo Se costuram a ele, em pedaços de trapos de memórias Que antanho, vão se aparecendo Descaradamente...